23/02/2013

Crítica - Mighty Switch Force (3DS)

Não está disponível nas lojas tradicionais,
mas sim na eShop! Vão comprar!

Título: Mighty Switch Force
Produtora: WayForward Technologies
Publicadora: WayForward Technologies
Data de Lançamento: 22 Dezembro 2011

"Mighty Switch Force" foi um dos primeiros jogos a ocupar lugar na loja virtual da Nintendo 3DS e também um dos primeiros a receber bastante atenção da minha parte. Seja por ter surgido das mãos da WayForward ou por ter um aspeto realmente apelativo, ou simplesmente por ser dos poucos jogos a habitar a eShop na altura, a verdade é que o comprei no próprio dia e não fiquei nada arrependido. Só fiquei a chorar de frustração pela dificuldade.

O abate de aves mutantes é uma necessidade constante.

Jogabilidade: O jogo é uma mistura de plataformas com puzzle-game, um género recorrente nos dias de hoje, com exemplos como "VVVVVV", "NightSky" ou "Braid". E tal como esses jogos, também "Mighty Switch Force" tem a missão de dificultar a tarefa ao jogador, apresentado desafios que requerem muita concentração e precisão. É essa a grande premissa do jogo e o mote que acompanhará cada nível: se não estiveres atento, serás castigado sem perdão!

Como já vem sendo norma, um jogo difícil requer muito poucos comandos: um botão para saltar, um botão para disparar e um botão para fazer Switch, para além do habitual uso do d-pad/circle-pad. Isto não significa que todos os jogos com poucos botões são difíceis, mas mais botões houvesse e talvez a tarefa estivesse facilitada.
A mecânica, apesar de tudo, é bastante simples. Para além dos saltos e tirinhos, o importante é mesmo coordenar eficazmente a utilização do botão de Switch, que pode ser o R, o L, ou o Y, consoante o que der mais jeito ao jogador. O que esse comando faz é interagir com determinadas plataformas, de modo a colocá-las mais à frente ou atrás no plano, o que implica que num caso estarão acessíveis para saltar para cima e no outro não. Aqui o efeito 3D dá imenso jeito para se perceber melhor as alterações.

Isto tanto pode correr muito bem, como muito mal.

Mas depois existem vários tipos de plataformas. Na maioria dos casos, convém ter cuidado para não estar diante uma plataforma recuada quando se carrega no botão de Switch, pois isso irá esmagar a nossa bidimensional protagonista. Mas noutros casos é necessário fazer isso, pois existem plataformas que funcionam como canhão assim que a personagem entra nelas, movimentando-nos para áreas de outra forma inacessíveis.
Este mecanismo pode também ser usado para aniquilar inimigos, esmagando-os "contra o ecrã". Um recurso melhor que a pistola convencional, muitas vezes, e indispensável em certos níveis.

Com apenas três vidas, que representam três hipótese de erro, e alguns itens regenerativos espalhados pelo nível (yummy!), a tarefa da nossa heroína consiste em atravessar um cenário de plataformas em busca de criminosas fofinhas que escaparam (ou foram raptadas) da prisão e estão perdidas e indefesas. Para isso conta com um radar, no ecrã inferior, que indica a posição relativa das raparigas. Assim que o trabalho estiver pronto, convém não perder ainda a atenção e regressar ao local onde nos espera o nosso meio de transporte.

Esborrachar inimigos contra o ecrã pode ser bastante fofinho.

No todo, a jogabilidade de "Migthy Switch Force" apresenta-se como o elemento chave para o sucesso, representando um agradável desafio que nunca se torna frustrante de controlar. A única frustração advém da falta de jeito, que se resolve com alguma insistência e perseverança.

Gráficos: Detalhados e apelativos, o estilo 2D de "Mighty Switch Force" é distinguido por uma grande atenção aos pormenores e à vivacidade das cores. O movimento dos sprites tem a qualidade a que a WayForward já nos tem habituado, o que traz um espetáculo de cor e fluidez ao ecrã da consola, tanto à versão normal da 3DS como da XL, onde o up-scale é muito bem compensado e pouco notório.

Até à data, este é um dos títulos 2D com melhor qualidade gráfica na consola, e um sinal de esperança para que continuem a apostar num estilo gráfico muito querido e que tem vindo a desaparecer com o tempo, em favor do tão apelativo 3D.

Disparar contra tudo o que aparecer à frente é uma boa tática.

Ambiente: A música do jogo adequa-se com eficácia ao visual, sendo composta por sonoridades electrónicas com influências pop8-bits.
Não existem muitas faixas, o que é uma pena, mas a qualidade das mesmas é suficiente para nunca se tornarem repetitivas. Pelo contrário, esperem por temas que ficam no ouvido algum tempo. E os autores devem saber disso, caso contrário não teriam disponibilizado a banda sonora (a troco de uma pequena contribuição ou grátis) para todos os que quiserem ouvir as músicas vezes sem conta, onde quiserem.

Dada a natureza do jogo, a história é inexistente, contando apenas com ilustrações pouco explicativas em determinados momentos. A personagem principal, Patricia Wagon, conta com uma voice-actor para algumas falas minimalistas ("Justice served!"), que não contribuem para uma narrativa em concreto, mas ajudam a criar empatia, por ela e pelo universo do jogo. É um mundo no qual gostamos de estar, por mais vezes que tenhamos de morrer e repetir o nível.


"Mighy Switch Force" é um jogo obrigatório da eShop da 3DS, pois proporciona um desafio duradouro e bem construído, com gráficos detalhados e apelativos.
É um jogo difícil, mas mais difícil será largá-lo.


Site Oficial
Wikipedia
Site da Banda Sonora

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